13 de janeiro de 2009

Como mensurar o que é mais relevante?

Os Estados Unidos cobraram na quinta-feira passada a adesão do Brasil ao chamado Protocolo Adicional do TNP (Tratado de Não-Proliferação Nuclear). Engraçado, eles boicotaram o Protocolo de Kyoto e exigem consideração.

Durma-se com esse barulho! O Tratado permite uma fiscalização mais precisa dos programas atômicos dos países signatários do acordo.

"Levou tempo para acertarmos os arranjos técnicos para sua implementação. Mas nós respondemos às questões, fizemos os acertos e agora estamos prontos para começar a implementá-lo. Esperamos que o Brasil faça o mesmo", disse Gregory Schulte, embaixador americano na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

O governo Lula lançou sua Estratégia Nacional de Defesa em dezembro, na qual a energia nuclear é tratada com destaque. O texto, ambíguo, lamenta restrição ao acesso a tecnologias e permite interpretação de que no futuro o Brasil pode lançar mão de outros usos da energia nuclear.

Eles podem emitir gases de efeito estufa a revelia e nós, não podemos cogitar a feitura de armas atômicas.

"Dois pesos e duas medidas". Isso é inaceitável.

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