15 de outubro de 2009

Dia do Consumo Consciente


O uso das sacolinhas de plástico distribuídas pelo comércio já viraram um hábito cotidiano, daqueles que a gente não discute ou pensa a respeito – como jogar, na rua, pontas de cigarros, chicletes mascados, embalagens de doce. Tão inofensivo, não?

Pois é aí que mora o perigo. As tais sacolinhas, embora algo confortáveis, estão longe de ser inofensivas. Propomos, então, ver o problema, também, por outra perspectiva:

1 de setembro de 2009

Onde inserir, no Mercado de Trabalho, tantos doutores?

No curto intervalo de duas décadas, entre 1981 e 2000, o Brasil passou da 28ª para 17ª posição no ranking mundial de produção de ciência. Os dados, relativos à elaboração de artigos científicos, são do Institute for Scientific Information (ISI), entidade de reconhecido prestígio em bibliometria.

Nesta posição, o Brasil está à frente da Bélgica, Escócia e Israel, entre outros, e bem próximo da Coréia do Sul, Suíça, Suécia, Índia e Holanda.
O avanço da pesquisa científica brasileira, apesar de dificuldades históricas que ainda permanecem, resulta de iniciativas tomadas há meio século, especialmente com a constituição do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), principal agência nacional de fomento.

Nos anos 60, além da criação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), também foram implantados vários cursos de pós-graduação destinados à formação de novos pesquisadores. Desde então, novas agências estaduais de apoio à pesquisa foram instaladas e fortalecidas. E, em meados dos anos 80, a criação do Ministério da Ciência e Tecnologia enfatizou a política científica e definiu áreas estratégicas para investimento e apoio.

Entre as dificuldades que ainda emperram o desenvolvimento da ciência no Brasil estão a concentração das investigações em universidades e institutos públicos, com uma contrapartida pouco significativa da iniciativa privada, além do fluxo irregular de recursos financeiros.

Os cenários mais recentes, no entanto, acenam com perspectivas promissoras em relação a estas limitações. Empresas privadas estão se dando conta de novas perspectivas de negócios envolvendo pesquisa, desenvolvimento e aplicação. Do lado dos financiamentos públicos, os fundos setoriais – percentual de recursos obtidos com atividades como exploração de petróleo e energia elétrica, entre outros – devem ampliar sensivelmente os financiamentos destinados à pesquisa científica.

Por incrível que pareça, um novo desafio do Brasil é incorporar sua grande quantidade de doutores no mercado de trabalho. Um expediente usado até agora vem sendo a concessão de bolsas de pesquisa. Mas essa é uma situação improvisada que não pode continuar. As universidade públicas dispõem de cerca de 6 mil vagas, das quais apenas 2 mil deverão ser preenchidas no curto prazo. O país precisa dessa mão-de-obra altamente qualificada. Para que ela tenha um horizonte profissional é necessária maior audácia da iniciativa privada.

22 de agosto de 2009

Acabou a tinta! Reutilizar e reciclar reforçam o verde e azul do planeta.

Os cartuchos de tinta das impressoras comuns, pequenas, daquelas que se compra para casa, são considerados resíduos plásticos e devem ser jogados no lixo vermelho de coleta seletiva. "Embora haja outros materiais em sua composição, o plástico está presente em maior quantidade", diz Ana Maria Domingues Luz, ambientalista e presidente do Instituto GEA, organização da sociedade civil de interesse público que atua na área de educação ambiental. Embora não seja a solução ideal, já que nem tudo é reaproveitado, é ainda a melhor opção.

Outra recomendação de Ana Maria é levar os cartuchos para firmas que fazem recarga. “Existem várias empresas que fazem isso. Porém é preciso tomar cuidado para que o trabalho seja bem feito para não estragar a impressora”, diz. Uma precaução importante é saber o destino que se dão aos cartuchos que não serão mais utilizados.

Os fabricantes de cartuchos de tinta têm serviço de recolha do material usado, embora elas ainda não tenham programa de reciclagem que consiga reaproveitar todos os componentes, como plástico, metal, tinta e outros. Nesse caso, a maior parte delas armazena o produto até que consigam desenvolver uma solução e os elementos sejam reaproveitados no processo de fabricação.

Já a reciclagem de cartuchos de tonner, utilizados geralmente em impressoras de grande porte, está mais avançada. A maioria dos fabricantes já consegue reaproveitar quase 100% do material em sua cadeia produtiva. Por isso, basta entrar em contato com a empresa e informar-se a respeito dos postos de coleta.

No Brasil ainda está em discussão uma lei federal sobre o destino dos resíduos sólidos das empresas de tecnologia, por isso ainda mais importante do que dar um destino correto aos cartuchos é usá-los com consciência. Imprimir apenas quando realmente necessário, poupando o gasto de papel e de tinta.

FONTE: Nova Escola

15 de julho de 2009

Maneira prática de descartar o óleo de cozinha.

Endurecedor de óleo é prático, eficiente e não polui o meio-ambiente, pois evita que resíduos de óleo de cozinha sejam despejados no esgoto
Trata-se de um produto derivado da mamona (portanto natural), apresentado em flocos amarelados que, ao serem adicionados ao óleo quente, o transforma numa mistura gelatinosa. “Depois de frio, o óleo solidificado pode ser descartado no lixo”, explica Emerson Antonio Kumabe, comerciante autônomo residente na cidade paulista de Votorantim e inventor do endurecedor de óleo ecológico.

Para Carlos Mazzei, presidente e fundador da Associação Nacional dos Inventores (ANI), “o produto promete revolucionar a vida das donas de casa e de comerciantes do ramo alimentício, além de evitar problemas em redes de esgoto”. Uma vez jogado no lixo, o óleo não volta ao estado líquido, não poluindo aterros sanitários nem o solo.

Segundo Kumabe, a ideia surgiu da necessidade de um local adequado para descarte do óleo usado, sem prejudicar a natureza: “As pessoas estavam acumulando óleo em garrafas pet, sem saber exatamente onde entregá-las para reciclagem”.

FONTE: Scientific American

8 de julho de 2009

Embalagens "verdes" são a tendência de uso no mercado.

O uso de embalagens de plástico biodegradável ou de matéria-prima renovável já chegou à indústria de alimentos no Brasil. De olho no consumidor atento a questões de saúde e sustentabilidade, grandes indústrias estão introduzindo embalagens com menor impacto ambiental em linhas de produtos voltadas a esses nichos de mercado.A Bimbo, indústria de pães com sede no México e que no Brasil é dona das marcas Pullman, Nutrella e Plus Vita, entre outras, acaba de lançar no mercado brasileiro uma linha de pães, a Vitta Natural, com embalagens de plástico oxibiodegradável, que se decompõe em cerca de três a cinco anos, um tempo bem menor do que o plástico convencional.

"Fizemos o lançamento em uma linha de produtos premium, com grande apelo nutricional, que levam ingredientes orgânicos e integrais. Mas o objetivo é estender, de forma paulatina, para todas as linhas", diz Claudio Natale, gerente de qualidade e meio ambiente da Bimbo do Brasil. "Estamos estudando como fazer essa substituição", diz.

A Bunge Alimentos também já está trazendo sua margarina da marca Cyclus em uma embalagem biodegradável, feita de um polímero renovável, cuja base é a fermentação do amido de milho. O pote de margarina pode ser descartado no lixo orgânico e, exposto às condições ideais de calor, umidade e ação de bactérias, pode virar composto orgânico em cerca de 200 dias. "Foram dois anos de pesquisa e desenvolvimento da embalagem, que incluiu ainda a busca de fornecedores dentro e fora do País" afirma Rosa Nascimbeni, gerente de marketing de consumo da Bunge Alimentos. A nova embalagem foi submetida a testes na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), ligado ao governo paulista.A empresa detentora da tecnologia é a americana Cereplast, que produz o polímero do amido de milho. A produção dos potes está a cargo do consórcio de empresas formado pela Poly-vac, Emplal e Fibrasa. "Há uma tendência clara da indústria de alimentos, cosméticos e de itens descartáveis de buscarem resinas biodegradáveis", afirma Antonio Marcucci, diretor da Poly-vac.

OPORTUNIDADE

De todo plástico produzido no mundo - cerca de 230 milhões toneladas/ano -, apenas cerca de 0,5% é biodegradável, segundo Sylvio Ortega, presidente da PHB Industrial, empresa brasileira que desenvolveu um polímero de cana-de-açúcar 100% biodegradável. A unidade piloto da PHB Industrial, em Serrana (SP), tem capacidade para produzir 50 toneladas/ano do biopolímero, mas o plano da empresa é, dentro de três anos, ampliar a produção para 230 mil toneladas. "A demanda cresce nos países acima do Equador, especialmente entre os europeus, que precisam reduzir o volume de resíduos urbanos em 25% até 2030", diz Ortega.


O plástico biodegradável e desenvolvido a partir de outras tecnologias que poderão ser utilizadas conforme a sua necessidade e mercado.
FONTE: O ESTADO DE S.PAULO

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