13 de maio de 2008

Um monte de lixo? Não, é um Aterro Sanitário.

Fui ao Aterro Sanitário de Goiânia com meus alunos e colegas (vide vídeo). Na rodovia dos romeiros (Goiânia-Trindade), por volta do Km 3,5 viramos a direita. Caminho cercado por plantações de eucaliptos, em ambos os lados, para fazer uma barreira. Na portaria fomos recebidos e encaminhados a um pequeno auditório onde ouvimos os dados inimagináveis do que nossa cidade produz.
Pasmem, 1,5 t de lixo diariamente.
Desse montante mais de 60% é lixo orgânico. O restante se junta para formar aquela montanha que, em células, vai sendo formada. Pás carregadeiras, tratores de esteira, caminhões, caçambas subindo ladeira acima para atingir por volta de 50m, mostrando que falta pouco para esgotar a capacidade do aterro. No meio do caminho vemos gás metano sendo queimado (ficamos sabendo que deverá ser aproveitado como energia). Melhor queimá-lo, por ser mais poluente que o gás carbônico liberado da combustão.
O chorume (aquele líquido escuro rico em metais pesados e fétido) é coletado e drenado para lagoas anaeróbicas onde a descontaminação acontece.
O lixo especial (hospitalar, farmacêutico etc) é incinerado em autoclaves gigantes devolvendo o que resta sem a contaminação microbiana.
É importante ressaltar que aterros sanitários são diferentes dos aterros controlados pelo tratamento do lixo. Os lixões são os piores, ficam a "céu aberto".
A volta é cheia de questionamentos entre os pares. Nossa cidade precisa diminuir a produção de resíduos, consumindo menos, reutilizando e reciclando mais.
A necessidade de se fazer uma coleta seletiva de resíduos é mais que consolidada.

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