9 de março de 2009

Água potável, responsabilidade de todos.

Texto de Antônio Maciel Aguiar Filho, Papiloscopista Policial, Geógrafo e Especialista em Perícia Ambiental(UCG). Também líder classista desta feita exercendo a Presidência da FENAPPI(Federação Nacional dos Papiloscopistas).

"Conforme Declaração Universal dos Direitos da Água, a água é a seiva do nosso planeta".

Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal, animal ou humano, ainda, não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é, sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores.

Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para as gerações presentes e futuras. Assim, cabe a cada cidadão fazer a sua parte, ou seja, utilizá-la com consciência, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração de qualidade das reservas atualmente disponíveis.

A água potável não estará disponível infinitamente. Ela é um recurso limitado, mesmo cobrindo 70% da superfície da Terra.

A maior parte, 97%, é salgada.

Apenas 3% do total é água doce e, desses, 0,01% vai para os rios, ficando disponível para uso.
O restante está em geleiras, icebergs e em subsolos muito profundos. Ou seja, o que pode ser potencialmente consumido é uma pequena fração.



ONDE ESTÁ A AGUA NO PLANETA?








A demanda pelo uso da água cresce na medida em que a população mundial aumenta e se concentra nos centros urbanos. Todas as atividades humanas dependem, direta ou indiretamente, do consumo de água e todas levam a um certo grau de degradação das fontes dos recursos hídricos, daí a importância dos comitês de bacias.

Por bacia hidrográfica entende-se uma área onde a precipitação é coletada e conduzida para seu sistema de drenagem natural. Em uma bacia hidrográfica, todos os usos da água e do solo existentes à montante refletem nas condições de uso e preservação dos recursos hídricos à jusante e, por este motivo, foi adotada pela Política Nacional de Recursos Hídricos como a unidade de gestão dos recursos hídricos.

Ter consciência disso significa ter o equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordens econômicas, sanitárias e sociais da sociedade moderna. Um levantamento da ONU aponta duas sugestões básicas para diminuir a escassez de água: aumentar a sua disponibilidade e utilizá-la mais eficazmente.

Para aumentar a disponibilidade, uma das alternativas seria o aproveitamento das geleiras; a outra seria a dessalinização da água do mar. Esses processos são muito caros e tornam-se inviáveis para a maioria dos países que sofrem com a escassez. É possível, ainda, intensificar o uso dos estoques subterrâneos profundos, o que implica utilizar tecnologias de alto custo e o rebaixamento do lençol freático.

Diante disso, acredito que somente uma nova forma de pensar e agir, inclusive com mudanças de hábitos, usos e costumes poderá mitigar os impactos eminentes aos recursos hídricos. Racionalizar o uso da água não significa ficar sem ela periodicamente. Significa usá-la sem desperdício, considerá-la uma prioridade social e ambiental, para que a água tratada, saudável, nunca falte em nossos lares.

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