18 de fevereiro de 2009

Depois da "BITUCA", um pitaco! Torne verde suas cinzas.

  • "A fumaça, a cinza e a ponta podem preservar o verde, se descartadas com consciência".
  • "Dê seu "guimba" aos não-fumantes" (Campanha de Solidariedade aos que não fumam).
  • "Cigarro, apague essa ideia, se não, deixe aceso o planeta".

Foi no caminho para a escola que eu e Melina nos vimos fazendo essas rimas pobres sobre o tema desse post.

Vamos ao tema...
A ideia começou a tomar forma em agosto de 2002 com um acadêmico de Biologia da UnB, Marco Antônio Barbosa. Ele queria produzir papel a partir de materiais pouco usuais.

Orientado pela profes
sora da disciplina, Thérèse, que já pesquisava o desenvolvimento de fontes alternativas para a produção de papel, o "aluno observador" pensou nas "pontas"dos 140 bilhões de cigarros consumidos anualmente no Brasil que formam um microlixo com vida média na natureza de 5 anos.

"Com a pesquisa, desenvolvemos tecnologia que viabilizou a transformação
das guimbas em papel permitindo o seu reaproveitamento e reciclagem, falou Thérèse a repórter Andréa Licht (SECOM - UnB).

O projeto foi patenteado junto ao INPI e aguarda resultado do registro de patente para ser divulgado.

Disse mais a pesquisadora: "Interessante frisar é que a tecnologia é passível de replicação junto a catadores de material reciclável e outros grupos ou associações".

DINÂMICA DA PESQUISA - A TECNOLOGIA
O estudo mostrou que transformar guimbas em papel não é tarefa complicada. O principal componente necessário para a reação química - a celulose - está presente de diversas formas na estrutura da guimba: o filtro é composto de acetato de celulose, o fumo contém matéria vegetal (fibras) e a camada externa de papel também são matéria-prima. Carvão e cinzas podem ainda ser usados, embora isso escureça o papel. Esse processo permite que a guimba do cigarro seja inteiramente reciclada.

Segundo Thérèse, os componentes da guimba são altamente higroscópicos, ou seja, absorvem água, o que facilita a reciclagem. Nesse processo, acrescenta-se à bituca uma substância alcalina (como o carbonato de sódio ou a soda cáustica) e calor, de forma a provocar uma reação de hidrólise do grupo acetato de celulose, que é transformado na celulose necessária para fabricar o papel.


ALTERNATIVAS DE COLETA

O que parece ser mais difícil é a coleta desse material.

Para as praias, pensa-se em pás, tipo peneiras, para que a areia escorra e o guimba fique.

Nos ambientes pensa-se em "porta-guimbas", um apetrecho de tubo PET, antes de ser soprado e modelado em garrafas.

Eu entendo que a educação e a conscientização ainda continuam sendo a redenção para a POLUIÇÃO, inclusive dos fumantes.

Toda estratégia é válida, uma empresa que desenvolve projetos na área sócio ambiental com sede em S.Paulo, a Recicleiros, desenvolveu o PORTA-BITUCA.

Transcrevo parte da apresentação do produto que li no site da RECICLEIROS.
"Grande parte das bitucas de cigarros são jogadas no meio ambiente contribuindo para a formação de enchentes e a proliferação de doenças.

A bituca de cigarro é um dos maiores problemas àmbientais das praias. Para combater esse problema, criamos o "porta bituca", um coletor prático com vedação 100% garantida que não deixa o cheiro sair e nem a água entrar.

O porta-bituca é perfeito para carregar na bolsa, no carro ou no bolso da calça, além de poder ser fixado na areia da praia funcionando como um cinzeiro".

O artefato é feito de PET e a tampinha é reaproveitável.

FONTE: Clipping UnB, site da Recicleiros.

Em outros blogs